Paulo Freire e o materialismo histórico: um estudo de “extensão ou comunicação?”

Autores

  • Jason Ferreira Mafra Universidade Nove de Julho (UNINOVE)
  • Carlos Mário Paes Camacho Universidade Nove de Julho (UNINOVE)

DOI:

https://doi.org/10.22196/rp.v19i41.3800

Palavras-chave:

História de Vida de Professor. Memórias do Professor. História Oral.

Resumo

Este artigo tem como objeto de investigação a presença do Materialismo Histórico em Paulo Freire, particularmente no livro Extensão ou Comunicação?. Escrito em 1969, no Chile, ocasião em que o educador brasileiro coordenou o projeto extensionista do Instituto de Capacitación e Investigación en Reforma Agrária (ICIRA), o livro problematiza a questão da educação no campo, a partir de algumas teses fundamentais propostas pelo humanista brasileiro. A hipótese central deste estudo reside na afirmativa de que Paulo Freire, ao propor uma educação libertadora e dialógica junto ao trabalho educativo do agrônomo e de camponeses, recorre ao Materialismo Histórico como método de investigação social e histórica. Se essa obra já demarca, teoricamente, o materialismo no pensamento de Freire, suas análises acerca da sociedade e da educação brasileira alcançaram o ápice em Pedagogia do oprimido, produção de maior referência do autor, ainda hoje, no campo das ciências sociais.

Biografia do Autor

Jason Ferreira Mafra, Universidade Nove de Julho (UNINOVE)

Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP), professor do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) e diretor do Programa de Mestrado em Gestão e Práticas Educacionais (PROGEPE), ambos na Universidade Nove de Julho (UNINOVE).

Carlos Mário Paes Camacho, Universidade Nove de Julho (UNINOVE)

Doutor em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e Pós-Doutor em Educação pela Universidade Nove de Julho (UNINOVE).

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Publicado

2017-08-01

Edição

Seção

ARTIGOS