Problematizando a queixa escolar: efeitos dos discursos PSI nos familiares dos alunos em situação de insucesso escolar

Autores

  • Célia Ratusniak Universidade do Contestado
  • Carla Clauber da Silva Universidade da Região de Joinville
  • Thaymã Sznycer

DOI:

https://doi.org/10.22196/rp.v19i40.3754

Palavras-chave:

Desenvolvimento Territorial. Governança Territorial. Identidade Territorial. Território. Indicações Geográficas.

Resumo

Este artigo é resultado do projeto de extensão Atendimento à queixa escolar–possibilidades de intervenções em Psicologia Escolar para alunos com diagnóstico ou suspeita de TDAH, Transtorno de Conduta ou com fracasso escolar, vinculado ao Núcleo de Serviços em Psicologia da Universidade do Contestado (UnC). Problematiza os efeitos do discurso que patologiza as dificuldades de aprendizagem, subjetivando os familiares, que passam a ver seus filhos como sujeitos doentes. Discute a figura do aluno com problemas de aprendizagem e as (im)possibilidades oferecidas pelas ciências psi, que contribuem para a sua demarcação no espaço da anormalidade, individualizando as causas do não aprender. Como conclusões, evidenciamos a relevância de deslocar a compreensão da queixa escolar, rompendo com a medicalização e a culpabilização dos estudantes e suas famílias pelo fracasso escolar, deslocamento esse que permite a criação de espaços de resistência que constroem novas práticas em Psicologia Escolar.

Biografia do Autor

Célia Ratusniak, Universidade do Contestado

Doutoranda em Educação pela UFPR. Membro dos grupos de pesquisa A Constituição do Sujeito na Contemporaneidade, e do LABIN - Laboratório de Investigação em Corpo, Gênero e Subjetividades na Educação, ambos cadastrado no CNPq. Professora da Universidade do Contestado, campus de Porto União/SC.

Carla Clauber da Silva, Universidade da Região de Joinville

Pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em arte e Educação: NUPAE na Universidade da Região de Joinville.

Publicado

2017-07-24

Edição

Seção

CAMINHOS ABERTOS