A POSSIBILIDADE DE DIÁLOGO ENTRE AS CULTURAS

um estudo segundo Catherine Walsh

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22196/rp.v24i1.6833

Palavras-chave:

Interculturalidade, Multiculturalismo, Cultura, Sociedade, Identidade Cultural

Resumo

O presente artigo traz uma discussão reflexiva acerca do tema Interculturalidade crítica, objetivando evidenciar a diferença fundamental entre o termo interculturalidade e multiculturalismo, dando destaque para a característica de cada um e para o surgimento e utilização destes. Concebida como um tema bastante polêmico, a interculturalidade está atrelada aos ideais de liberdade, universalidade de direitos, independência e transparência, sendo estes fatores essenciais para o exercício das democracias modernas. Dessa forma, o termo acima citado tem se destacado como premissa na redação das cartas magnas de alguns países, principalmente daqueles que possuem em sua população um grande contingente de habitantes nativos, como é o caso dos povos indígenas dos países da América Latina, sendo que esses grupos étnicos têm reivindicado através dos movimentos sociais, que a interculturalidade se torne não apenas uma promessa de Governo, mas uma política de Estado. A interculturalidade crítica, teve sua origem no movimento pós-colonialista, formada a partir de um conjunto de concepções advindas de uma militância de teóricos e críticos, que através de uma análise reflexiva firmaram tais concepções e teorias nos estudos culturais. Tal conceito ganhou amplitude, implicando assim o reconhecimento deste por outras correntes e áreas do conhecimento de caráter epistemológico como uma escolha libertadora e emancipatória.

Biografia do Autor

Renan Mota Silva, Programa de Pós-graduação em Educação Agrícola (PPGEA/UFRRJ)

Mestre em Educação pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (PPGEA/UFRRJ); Especialização em Psicopedagogia Institucional, Clínica e Educação Infantil pela Faculdade Venda Norte do Imigrante (FAVENI); Licenciado em Pedagogia pela Universidade Estácio de Sá (UNESA); Pesquisador do Grupo de Estudos Decoloniais (GED/UFRRJ).

Bruno Cardoso de Menezes Bahia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Doutor e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Especialização em Sociologia Urbana pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ); Coordenador do Grupo de Estudos Decoloniais (GED/UFRRJ).

Denise Costa de Brito, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Mestre em Educação pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (PPPGEAUFRRJ); Especialização em Gestão pela Qualidade Total pela Universidade Cândido Mendes; Licenciada em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia de Campos (FAFIC).

Lorena Monteiro Lessa, Faculdade de educação à distância em Coronel Fabriciano, Minas Gerais

Licenciada em Pedagogia pela Universidade Castelo Branco; Especialização em Administração Escolar, Supervisão e Orientação pela Faculdade EducaMais (UNIMAIS).

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Publicado

2022-05-04

Edição

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