Ainda existem latifúndios no Brasil? E em Santa Catarina? Uma análise do espaço agrário catarinense

Autores

  • Alcione Talaska Coordenadoria de Geografia (Codageo) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG) - Campus Ouro Preto

DOI:

https://doi.org/10.22295/grifos.v26i42.3860

Resumo

Considerando a legislação agrária brasileira dos últimos 50 anos, este artigo apresenta resultados da análise e interpretação dos conceitos e tipologias utilizados para a caracterização e compreensão da conformação do espaço agrário brasileiro. Apresenta-se, inicialmente, um breve resgate histórico do surgimento da questão agrária no Brasil. Em seguida é realizada a descrição dos conceitos interpretativos da estrutura agrária e fundiária presentes na legislação agrária do país, atentando para a supressão do conceito de “latifúndio” dos documentos oficiais e da legislação agrária do país e para a criação de novos conceitos: “pequena propriedade”, “média propriedade” “propriedade produtiva”. Nesse contexto, o debate centra-se em torno da categoria latifúndio, a qual, segundo o Estatuto da Terra de 1964, deveria ser sido extinta gradualmente do território brasileiro. Fato que acabou acontecendo, eficientemente, no texto das leis, cunhadas por interesses de classe; mas, que, comprovadamente, se mostram persistentes na realidade agrária brasileira e, inclusive, na realidade do estado de Santa Catarina. 

Biografia do Autor

Alcione Talaska, Coordenadoria de Geografia (Codageo) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG) - Campus Ouro Preto

Geógrafo pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó). Doutor em Desenvolvimento Regional pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR) da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). Docente e pesquisador na Coordenadoria de Geografia (Codageo) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG), Campus Ouro Preto. Menção Honrosa do Prêmio CAPES de Teses – Edição 2016.

Publicado

2017-09-15

Edição

Seção

Artigos