Africanidades presentes em patrimônios da cultura material e imaterial em Alcântara/MA
DOI:
https://doi.org/10.22562/2019.51.01Palavras-chave:
Capital Intelectual, Capacidades Dinâmicas, Vantagem Competitiva, Organização na Rede.Resumo
Este escrito tem como objetivo central discutir as africanidades presentes em patrimônios da cultura material e imaterial no município histórico de Alcântara, no Estado do Maranhão, atentando-se às contribuições dos remanescentes de escravos na sua construção e manutenção, de modo a potencializar elementos fundantes da cultura africana no patrimônio da cidade. Assim, este escrito problematiza a diversidade patrimonial e colabora, de forma significativa, para a formação identitária dos alcantarenses. Para esta escrita, procuraram-se as contribuições em documentos produzidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), bem como referências que tratem as africanidades presentes em patrimônios da cultura material e imaterial. Consequentemente, utilizaram-se pesquisas de campo, nas quais se registrou o ouvido, o vivido e o sentido, de modo a reunir subsídios que apontem a relação dos descendentes de escravos em Alcântara com o patrimônio material e imaterial da cidade. Pode-se concluir, a partir da pesquisa documental, bibliográfica e de campo, que há uma nítida relação e correlação entre o patrimônio da cultura material e imaterial, em que se circunscrevem os descendentes de escravos, pois se compreende que as ruínas de casarões antigos abundantes em Alcântara são espaços não somente de preservação e manutenção, de encontros de festejos, de lazer e expressões religiosas – em que se misturam o sagrado e o profano – como também onde identidades se constroem e reconstroem no fortalecimento de memórias do passado e do presente.
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